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O que é uma VPN?

Você já deve ter escutado algumas vezes a palavra VPN, afinal aqui mesmo no Linux Centro já abordamos assuntos sobre isso, algumas vezes, seja noticiando que o Opera passou a ter VPN gratuita ou indicando interessantes aplicativos do gênero.

Mas você sabe o que é uma VPN?

A sigla VPN significa Virtual Private Network, ou seja, Rede Virtual Privada, como seu nome indica a navegação do cliente passa a ser “particular”, já que a navegação passa a ser feita de forma criptografada, um túnel isolado do restante da rede, impedindo que outros servidores possam interceptar aqueles dados, para esse caso não necessariamente nos referimos a hackers, mas também a serviços de publicidade.

Sites que usam criptografia, sendo identificados por um cadeado em seu navegador (O HTTPS), tal como o Linux Centro, já garantem ao usuário que a navegação está sendo feita de forma criptografada, ou seja, apenas o usuário e o servidor do site conseguem ver as informações que estão sendo trafegadas, mas a VPN vai um pouco além disso.

Como funciona uma VPN

O principal funcionamento de uma VPN é o encapsulamento de dados (Tunneling) que consiste em colocar o pacote de informações que será trafegado, dentro de um outro pacote que trafega pela rede pública (Aqui temos o túnel) ao qual possui apenas duas pontas possíveis, saída e entrada, sendo elas o IP de origem e o de destino.

Quando você utiliza uma VPN como a oferecida pelo Opera, basicamente é esse serviço acima que está sendo feito, porém a VPN pode garantir algumas outras tecnologias que garantem a segurança da informação.

Uma delas é a utilização de autenticação, a ponta de origem (usuário) precisa usar de autenticação, que pode ser um token gerado de tempos em tempos (Serviços como o Vip Acess da Symantec, garantem esse tipo de autenticação para VPNs), o uso de user e password e até mesmo por autenticação de chaves e IPs específicos.

Uma VPN ainda pode utilizar de mecanismo de hash para garantir a integridade das informações e um mecanismo de criptografia. Essa segunda parte consiste em criptografar o pacote que será trafegado dentro do túnel e o descriptografar apenas nas duas pontas do túnel, esse processo aumenta a segurança, já que além do túnel isolando os dados, estes estão criptografados.

Essas funcionalidades citadas nos dois últimos parágrafos são práticas mais comuns em VPN de empresas e alguns serviços pagos oferecidos aos usuários finais.

Quem usa VPN?

As VPNs podem ser usadas em dois momentos, pelo usuário final, normalmente é usada para burlar limitações de serviços que não atendam a região do usuário ou bloqueios do país, como ocorreu no Brasil que teve o WhatsApp bloqueado duas vezes. Nesses casos são utilizados serviços de VPN que permitem a escolha de uma região de servidor, o tráfego passa por esse servidor do serviço que é utilizado como identificação para o site ou serviço acessado, fazendo com que o usuário “tenha” durante aquele momento um IP do país desejado.

Nas empresas o uso da VPN costumar ser outro, para proteger suas informações, empresas utilizam VPNs para exigir autenticação e criptografar os dados que estão sendo transmitidos para funcionários ou parceiros que estejam em acesso remoto (Como o HomeOffice).

Usuários finais também encontram como uma boa opção, a utilização de VPN em redes públicas, como aqueles WIFIs de praças e estabelecimentos, essas conexões normalmente não oferecem qualquer nível de segurança e permitem que o administrador da rede tenha controle sobre o que está trafegando.

Vantagens de uma VPN

Uma VPN pode garantir uma maior segurança no trafego de dados, seja ele feito de um computador de mesa, notebook, tablet ou smartphone. Ocultar sua localização, permitir o acesso a conteúdos bloqueados por ou para seu país e proteger-se de redes públicas são algumas das vantagens do uso desse recurso.

Desvantagens de uma VPN

Ao utilizar uma VPN, você oculta sua navegação do restante da rede, porém o administrador do serviço passa a ter o controle de seus dados, mesmo quando toda a navegação é criptografada ponta a ponta, a empresa responsável pelo serviço ainda terá controle sobre DNS, podendo direcionar o acesso de determinados sites, como o de bancos, para versões fraudulentas.

É óbvio que tudo na vida tem seus prós e contras, cabendo a nós avaliarmos o que mais pesa na balança. Nesse artigo procuramos abordar o assunto da forma mais sucinta e ao mesmo tempo didática, é possível aprofundar-se muito mais no assunto e entender e até montar a sua própria.

Em um futuro artigo procuraremos indicar algumas opções interessantes de VPNs para serem utilizadas por nossos leitores.