David Koresh - Maniacos da Historia - ContaPraEu?
Mistérios

David Koresh – Maniacos da Historia

Essa matéria inicia um especial semanal sobre psicopatas e crimes hediondos que já passaram pela história, esse é o momento de você acompanhar o “ContaPraEu?” e ter um conteúdo criminal e histórico para alimentar sua sede por conhecimento e informação.

David Koresh antes da Bíblia

Vernon Wayne Howell, nasceu em 17 de agosto de 1959 em Houston, Texas, filho da jovem mãe solteira, Bonnie Sue Clark de 14 anos e de Bobby Howell de 20 anos, o qual abandonou a namorada dois meses antes do nascimento de Vernon, indo embora com outra jovem adolescente e nunca conhecendo seu filho.

Bonnie cuidou de Vernon até seus 4 anos, vivendo todo esse período com um violento alcoólatra, para escapar dessa vida em 1963, a jovem agora com 18 anos, deixou Vernon com sua avó e foi embora.

Em 1966, Bonnie volta para buscar seu filho, agora com 7 anos, para morar com seu atual parceiro e marido, Roy Haldeman, em 1968 o casal tem um segundo filho, chamado Roger.

Segundo os relatos de Vernon sua infância fora dura, aos 8 anos tinha sido violentado por meninos mais velhos, tinha dificuldades na escola e era apontado como mau aluno, sendo que posteriormente é descoberto que Vernon era portador de dislexia. Por suas dificuldades com o ensino e o isolamento diante os colegas que o insultavam, criou interesse por música e a Bíblia, sendo que aos 11 anos já tinha memorizado todo o Novo Testamento.

Aos 19 anos, Vernon ingressou na Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde apaixonou-se pela filha do pastor, porem antes de conhece-la, já tinha engravidado uma jovem de 15 anos. Vernon disse ao pastor que em uma oração, teria encontrado a Bíblia no capítulo 34 do livro de Isaías, um claro sinal que Deus queria que ele tivesse a sua filha.

O pastor rejeitou a ideia e após muita insistência e perseguição de Vernon, o religioso acabou expulsando Vernon da congregação.

Expulso da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Vernon mudou-se para Waco, Texas, e juntou-se ao Ramo Davidiano, formado por um grupo que se desligou por vontade própria da congregação a qual Vernon fora expulso.

Vernon sai, entra David Koresh

David Koresh - Reprodução/Imagem Wikimedia
David Koresh – Reprodução/Imagem Wikimedia

Vernon adota o nome de David Koresh e começa a proclamar-se profeta, assumindo a liderança da seita e se casando com Rachel Jones, no entanto a sua ascensão a liderança incomodou George Roden, filho do líder da seita, Lois Roden. Com uma divisão dentro da comunidade, Koresh e seus seguidores foram expulsos da comunidade a força.

Por dois anos, Koresh e seus seguidores vagaram por diferentes locais como a Califórnia, o Reino Unido, Austrália e Israel, recrutando novos seguidores para seu grupo. Em 1985, Koresh afirmou ter uma visão, onde ele seria Ciro – O Grande, dos dias atuais e que seria o instrumento de Deus para estabelecer o reino de David em Jerusalém. Porem em 1991, Koresh decidiu que seu martírio seria nos Estados Unidos. Logo começara a proclamar que ele era o próprio Cristo, denominando-se “O Filho de Deus”.

Muitas regras foram proclamadas por Karesh para seus seguidores, com base em suas interpretações da Bíblia, no entanto com o passar do tempo, algumas eram modificadas apenas para si, como o caso da monogamia. Enquanto Koresh dizia que a monogamia era a única forma correta para se viver, também dizia que Deus permitir a poligamia para ele. Logo, Koresh já dormia com Karen Doyle, uma jovem de 14 anos, a qual tomou como sua segunda esposa – ele já era casado com Rachel Jones – e em segredo, dormia com a irmã mais nova de sua primeira esposa, Michele Jones, uma jovem de apenas 12 anos.

As 140 esposas

Koresh acabou gostando da ideia de ter diferentes mulheres a sua disposição e em 1986, com base na interpretação do Cântico de Salomão, ele declarou que teria 140 esposas, 60 seriam suas rainhas e 80 suas concubinas. Dentro dessa regra de poligamia, válida apenas para Koresh, existia a teologia “Nova Luz”, que pregava que a primogênita de Karen Doyle, casar-se-ia com um dos primogênitos de suas outras esposas

Koresh utilizava de sua manipulação sobre os seguidores para exercer a pedofilia, deitando-se com praticamente todas as adolescentes do grupo e ainda usando seu “poder” de líder para ter acesso as moças e mulheres que tivesse vontade. Em 1993, Koresh era investigado por pedofilia e abuso de crianças, diversas meninas de 12 anos já tinham filhos de Koresh, algumas com mais de um.

Para Koresh, uma nova linhagem estava sendo feita, seus filhos com as adolescentes de seu grupo, seriam “diferentes das demais crianças” segundo suas palavras.

 Mount Carmel Center

Mount Carmel apos incêndio - Imagem/Reprodução Wikimedia
Mount Carmel apos incêndio – Imagem/Reprodução Wikimedia

A comunidade fundada por Koresh, não apenas seguiam suas regras e permitiam seus abusos sexuais, no local também era formado um pequeno exército. Os homens mais fortes eram separados, treinados e armados para serem a guarda pessoal, com o propósito de proteger o líder – Korosh – e a seita.

A comunidade carregava-se de armas e Koresh preparava seus seguidores para uma guerra, diante dessa possibilidade a agência BATF – Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms – entrou na comunidade, o que resultou em tiroteio e na morte de quatro agentes.

Com a morte dos agentes da BATF, o FBI cercou a comunidade, porem as ameaças de suicídio coletivo e o poder de arma do local, fez com que os federais fossem cautelosos e entrassem em uma negociação de 51 dias, onde Koresh buscava exposição na mídia e mostrava-se cada vez mais instável.

Suas conversas com os negociadores eram repletas de citações bíblicas e apesar das autoridades encararem a situação como uma crise com reféns, vídeos mostravam que os seguidores permaneciam ao lado de Koresh por vontade própria.

No 51º dia, o FBI utilizou de tanques de guerra para abrirem buracos no complexo e laçarem gás lacrimogênio, com a invasão os fiéis de Koresh entraram em tiroteio com os federais. A igreja da comunidade, onde todos permaneciam, pegou fogo – incêndio esse, que até hoje tem sua causa discutida – e acabou culminando na morte de 80 pessoas, incluindo David Koresh.